Review: Pokémon Legends: Z-A — Mega Dimension (DLC)

Anunciada ainda durante a fase de promoções de Pokémon Legends: Z-A, Mega Dimension ficou disponível quase dois meses após o lançamento do jogo base. Essa DLC conta a história de Ansha, uma criança de 5 anos que aparece no hotel acompanhada de um Hoopa, um dos três Pokémon Míticos da região de Kalos. Juntamente com ela, novas Megaevoluções descontroladas começam a aparecer, porém, em distorções do espaço (chamados de Hiperespaço) que, a longo prazo, podem acabar afetando a cidade de Lumiose.
Antes de continuar a ler, é preciso entender que essa análise contém alguns spoilers. Além disso, o que será avaliado aqui é apenas o conteúdo dela, e não o jogo base (para ler a review de Pokémon Legends: Z-A, clique aqui). Sabendo disso, agora você pode seguir com a leitura.
Enredo
Como mencionado acima, estamos tentando solucionar mais um mistério de Megaevoluções descontroladas na cidade de Lumiose. Na DLC, o jogador está focado em solucionar as distorções das Megaevoluções, e por esse motivo, não fica igual uma peteca fazendo várias coisas diferentes que ficam se repetindo ao longo do jogo (Derrota três Megas, farma pontos em batalhas, derrota três Megas…).
Aqui, você precisa realizar missões nas distorções para conseguir pontos para então conseguir enfrentar uma nova Megaevolução. A fórmula é a mesma, só que mais simples.
De modo geral, a história se mantém no intuito de entreter o jogador, no mesmo nível de engajamento que a campanha principal, com personagens carismáticos (que inclusive envolvem, de alguma forma, todos os outros treinadores que enfrentamos antes), além de trazer a Korrina, que é uma personagem bastante querida pelos fãs.
Uma novidade aqui são as distorções com Side Quests. Elas conseguem tirar você um pouco da rotina e, algumas delas, ainda te garantem novas Megaevoluções que não estão só na história, como o Mega Crabominable.
Jogabilidade
Jogar nos Hiperespaços e capturar Pokémon é uma experiência divertida, principalmente para os Shiny Hunters, que possuem uma certa facilidade para encontrar esses monstrinhos brilhantes se você tiver o Shiny Charm (inclusive até existem algumas “missões” em que é possível obter um Pokémon Brilhante de forma garantida).
Porém, nem tudo são flores: o tempo que você permanece nos Hiperespaços não é infinito. Para entrar nessas distorções, é preciso fazer uma rosquinha com a Ansha, e dependendo dos Berries que você usar, você conseguirá ficar mais tempo (além de alguns bônus, como aumento no dano, defesa, chance de encontrar um Pokémon Shiny etc.). Obviamente quanto maior o nível da distorção, mais variedade de Pokémon aparecereão, maior será o nível deles (todos os espaços distorcidos ultrapassam o nível 100, o que aumenta consideravelmente a dificuldade do jogo) e menos tempo você conseguirá ficar nelas.
Os atributos das rosquinhas, mencionado anteriormente, são completamente aleatórios, o que faz com que você precise farmar as Hyperscale Berries ainda mais para conseguir atingir o seu objetivo PESSOAL no jogo (como caçar Shinies, para a campanha, isso não importa muito). A impressão que tive é que parece que os desenvolvedores queriam prender os jogadores dentro do jogo para conseguir fazer coisas que no passado era mais simples (caçar Shinies com sanduíches em Scarlet & Violet, por exemplo).
As Megaevoluções descontroladas também estão nessas áreas novas, e precisam ser derrotadas em um tempo específico (dependendo do Donut que você usar), ou quase isso. A verdade é que, independente da rosquinha usada, quando o tempo acaba você tem a opção de continuar batalhando de onde parou, e aí o tempo reseta. Então meio que para enfrentar esses “chefões” esse tempo não tem muita utilidade, sendo útil apenas os bônus que você recebe. Ah, e a batalha segue no mesmo padrão das Megaevoluções da campanha principal do jogo: você encontra uma Mega descontrolada, fala com ela e inicia a batalha onde você (personagem) é o alvo. Esse ponto específico de utilizar a mesma fórmula de batalhas nã0 me incomodou muito.
Um ponto muito positivo que vejo nessa DLC é, não só a adição de novas Megaevoluções, mas também a possibilidade de farmar Rare Balls, incluindo a Dream Ball, que até então não era possível conseguir mais unidades das que você normalmente consegue no jogo (geralmente uma por save). Para consegui-las, é preciso enfrentar treinadores nas distorções focadas em batalhas contra outros treinadores.
Veredito
Apesar de Mega Dimension trazer novas possibilidades com as novas Megaevoluções, o jogo utiliza a mesma fórmula que foi usada na campanha principal (mas menos repetitivo) e dá a impressão de que está forçando o jogador a permanecer no jogo para conseguir avançar na história. Não é ruim, mas no quesito jogabilidade ela deixou um pouco a desejar. Apesar disso, ela continua sendo divertida e envolvente.
Nota: 7 de 10
- Prós: novas Megaevoluções, maior dificuldade nas batalhas contra Pokémon selvagens, possibilidade de obter Rare Balls e facilidade em encontrar Pokémon Brilhantes.
- Contras: mesma fórmula da campanha principal, pode parecer muito repetitivo e a forma que parece forçar o jogador a ficar repetidamente farmando berries para entrar no Hiperespaço.
Pokémon Legends: Z-A está disponível na Loja Nintendo em mídia digital e nos grandes varejistas em mídia física, com capa localizada em português do Brasil. Você pode encontrar o jogo em sua versão para Nintendo Switch e a Edição para Nintendo Switch 2, que conta com o pacote de melhoria. O jogo, entretanto, não está disponível em português do Brasil.
Para conferir todas as novidades de Pokémon Legends: Z-A, acesse o nosso Hub.
Agradecemos à Nintendo por ceder uma chave de resgate da DLC para a produção dessa análise.
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